A História da Agricultura de Irecê os Impactos Ambientais
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Irecê Recebe Título de Capital Do Feijão- Década de 1980
Irecê chega o auge da produção de feijão na década de 80, conseguindo o título de “Capital Mundial do Feijão”, chegando a plantar 400 mil hectare do produto com uma safra de cerca onze sacos por hectare, mantendo o título por mais de trinta anos. Mas, a irregularidade das chuvas, as práticas agrícolas não sustentáveis e o consequente endividamento dos produtores fizeram essa cultura declinar. A última safra importante de feijão na região foi no ano 2000, quando a produção chegou a 5 milhões de toneladas, cedendo lugar ao milho que produzia cerca de 40 mil toneladas aumentando para cerca 142 mil .
Décadas de 70 E 80 e As linhas de crédito rural - O Início da Exploração Desordenada
Todavia, os recursos naturais não tardaram em demonstrar os efeitos dessas ações e as conseqüências são reveladas das mais diversas formas nos dias modernos: poluição do solo e do aqüífero por defensivos agrícolas erosão provocando o assoreamento dos cursos d’água, ravinas e voçorocas; repulsão populacional por não se ter onde plantar e, sobretudo, a seqüela final, expressa na forma de uma violenta degradação que pode gerar áreas desertificadas.
Fonte:AGENDA 21. Disponível em: www.mma.gov.br Acessado em: 12/06/2009
BARBOSA, Diva Vinhas Nascimento. Impactos da seca de 1993 no semi-árido baiano: o caso de Irecê.
Salvador: SEI, 2000. 98 p
A Agricultura de Irecê Após a Chegada dos Tratores
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| Primeiros tratores que chegaram a Irecê após no anos 50 Fonte: Irecê, um pedaço histórico da Bahia Jackson Rubens |
A Agricultura de Irecê Antes Da Chegada Dos Tratores
A agricultura de Irecê começou inicialmente com algodão, pois havia um mercado garantido para esse tipo de cultura. Plantavam feijão apenas para o consumo. Só os ricos plantavam oito pratos de feijão, uma medida usada na época. Estes levavam o produzido para outras localidades para comercializar, transportando em lombo de burro. A maioria das pessoas plantavam apenas para o consumo familiar. Os instrumentos agrícolas eram apenas a enxada, foice e outras ferramentas feitas pelos ferreiros da época.
Só depois dos anos de 1940 a atividade agrícola de Irecê adquiriu maior expressividade.
Fonte: Irecê, um pedaço histórico da Bahia Jackson Rubens
Fonte: Irecê, um pedaço histórico da Bahia Jackson Rubens
A Chegada Dos Imigrantes e as Primeiras Formas de Plantio
Durante a seca do ano de 1877, centenas de famílias migraram de um lugar para outro em busca de melhoras. A Lagoa das Caraybas, como era chamada Irecê era bem vista por muitos migrantes, por causa da água fácil de suas cacimbas que era usada para criação de animais e sobrevivência dos trabalhadores.
Após os anos 40, imigraram para Irecê centenas de famílias do Norte do país, fugindo da seca. Buscavam nas terras férteis do sertão baiano esperança de sobreviver e construir suas famílias. Vieram paraibanos, pernambucanos, cearenses e muitos outros. Naquela época, embora usando instrumentos primitivos como enxadas, arados de tração animal, os primitivos habitantes de Irecê obtinham grande produção agrícola. Dedicavam-se ao cultivo do algodão, feijão e milho. Mas esta produção era basicamente voltada apenas para a subsistência.
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| Primeiro arado de tração animal a chegar em Irecê, trazido por Alípio Nunes Dourado. Hoje é monumento histórico da cidade na praça Francisco M. Dourado. |
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Primeiros habitantes
Três décadas depois, ou seja, no ano de 1877, Antônio Alves de Andrade , Hermógenes José Santana, Sabino Badaró, Joaquim José de Sena, Deoclides José de Sena, José Alves de Andrade, Benigno Andrade, entre outros, chegaram em Lagoa das Caraíbas e encontraram abundantemente água, caça e terrenos férteis, requisitos básicos para a sobrevivência deles.
Estes moradores habitaram inicialmente embaixo duma quixabeira secular, que se encontra até os dias de hoje, na Av. Tertuliano Cambuí, no quintal de dona Nita. Depois construíram suas casinhas de enchimento, desmataram parte das terras e começaram a desenvolver a agricultura e a pecuária.
Anos depois chegaram aqui os herdeiros dos terrenos, entre eles Martiniano Marques Dourado e Clemente Marques Dourado, descendentes de portugueses. Estes cidadãos e muitos outros promoveram o desenvolvimento de Irecê, produzindo milhares de arroubas de algodão, criando centenas de cabeças de gado e trazendo produtos de fora para serem vendidos entre os habitantes locais.
Estes moradores habitaram inicialmente embaixo duma quixabeira secular, que se encontra até os dias de hoje, na Av. Tertuliano Cambuí, no quintal de dona Nita. Depois construíram suas casinhas de enchimento, desmataram parte das terras e começaram a desenvolver a agricultura e a pecuária.
Anos depois chegaram aqui os herdeiros dos terrenos, entre eles Martiniano Marques Dourado e Clemente Marques Dourado, descendentes de portugueses. Estes cidadãos e muitos outros promoveram o desenvolvimento de Irecê, produzindo milhares de arroubas de algodão, criando centenas de cabeças de gado e trazendo produtos de fora para serem vendidos entre os habitantes locais.
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